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Braço robótico do IFPE

Guitar hero para surdos

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/04/19/info4_0.asp

Grupo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia leva adiante missão de diminuir a distância entre os que não podem escutar
Thiago Marinho
thiagomarinho.pe@dabr.com.br

Como ajudar a incluir as pessoas com deficiência físicas na sociedade, permitindo que elas executem tarefas simples, como ler, assistir TV, estudar e até tocar instrumentos musicais? O desafio serviu como mote para um professor e uma dupla de alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPE), que começam a desenvolver um Guitar hero para surdos, alusão ao famoso game que usa imagens para ajudar a tocar as notas musicais de uma canção – com intuito de diminuir a distância entre aqueles que podem ou não escutar.


José Carlos e Gean: ideia é criar um aplicativo como o game original: notas musicais na tela tocadas uma a uma Foto: Inês Campelo/Dp/D.A Press

“O objetivo não está em criar um jogo, mas um aplicativo que possibilite aos deficientes auditivos a tocarem instrumentos musicais. O primeiro instrumento ensinado será um teclado. Até já existirem softwares com este mesmo fim, mas eles não são atrativos”, explica José Carlos Pereira, 24 anos, aluno do quarto período do curso de análise e desenvolvimento de sistemas. “A ideia é permitir, por meio de um computador comum, que os surdos vejamas notas musicais na tela e toquem uma a uma. O ritmo será dado por meio de uma pequena pulseira, que vibra avisando o tempo das notas”, completa Gean Souza, 23, do sexto período da mesma graduação; ambos são orientados pelo professor Anderson Moreira, que também participa da idealização da tecnologia.

O projeto de iniciação científica faz parte de uma série de iniciativas realizadas nas universidades públicas e particulares de Pernambuco e que podem, num futuro próximo, ajudar a desenvolver ainda mais o setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) no estado.

Solidariedade – O Guitar hero para surdos, que ainda não tem nome definido, pode ser apenas a primeira iniciativa deste tipo a sair deste projeto da IFPE. “Já desenvolvemos uma base que permite ligar e controlar qualquer dispositivo assistivo e agora podemos começar a pensar em aplicações práticas. A primeira será esta para o ensino de instrumentos musicais, mas outras também podem surgir até o fim do projeto, daqui a um ano”, completa José Pereira.

Depois de pronto, o sistema será doado ao Núcleo de Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (Napne), do próprio IFPE, especializado no tratamento de pessoas com deficiências. “Esperamos que ele também possa ser aproveitado nas escolas do nível fundamental e médio para o ensino de música a estudantes com problemas auditivos”, avisa Gean, finalizando: “No fim, além da experiência adquirida, o projeto nos ajudará a trabalhar em algo que pode chamar a atenção e ainda prestar um serviço a estas pessoas”.

O cristal de quartzo

O problema não era escolher o elemento de marcação do tempo. Possivelmente, o cristal de quartzo seja mil vezes melhor do que o diapasão e já estava no mercado há muitos anos. A questão era escolher o tipo de cristal e a sua freqüência. A dificuldade estava em selecionar a tecnologia de circuito integrado que funcionaria a uma potência baixa.

Os cristais de quartzo vêm sendo usados há muito anos para proporcionar a freqüência exata para todos os transmissores e receptores de rádio e computadores. A precisão dos cristais deve-se a uma série de coincidências formidáveis: o quartzo, que é um dióxido de silício como quase todas as areias, não é afetado pela maioria dos solventes e permanece no estado cristalino, mesmo quando submetido a temperaturas elevadíssimas. A propriedade que viabiliza isso é o fato de que, quando o quartzo é comprimido ou torcido, ele gera uma tensão ou voltagem na superfície. Esse fenômeno bastante comum é chamado de efeito piezoelétrico. Da mesma forma, se uma voltagem é aplicada sobre o quartzo, ele se deforma ligeiramente.

Se um sino fosse feito a partir de um único cristal de quartzo, quando alguém o batesse, ele continuaria tocando por alguns minutos. O material praticamente não perde energia. Um sino de quartzo, se feito na direção certa do eixo cristalográfico, possui uma voltagem na superfície e a freqüência com que ocorre a vibração não é afetada pela temperatura. Se a voltagem da superfície do cristal é disparada por eletrodos de metal e amplificada por um transistor ou um circuito integrado, ela pode ser reaplicada ao sino para que este continue tocando.

Um sino de quartzo até poderia ser criado, mas a sua forma não seria a mais adequada já que muita energia fica concentrada no ar. As melhores formas são: uma barra reta ou um disco. A barra possui a vantagem de manter a mesma freqüência fornecida, desde que a razão entre o comprimento e a largura permaneça a mesma. Uma barra de quartzo pode ser pequena e vibrar a uma freqüência relativamente baixa. A freqüência de 32 kilohertz (KHz) é normalmente escolhida para os relógios, não só devido ao seu tamanho, mas também porque os circuitos, que dividem a freqüência do cristal em pulsações por segundo, demandam mais energia para freqüências maiores.

A questão da energia representava um grande problema para os relógios mais antigos. Os suíços gastaram milhões tentando introduzir a tecnologia dos circuitos integrados para dividir a freqüência de 1 MHz a 2 MHz e encontrar o disco mais estável produzido pelos cristais.

Hoje, os relógios de quartzo modernos utilizam uma barra de baixa freqüência ou um cristal na forma de diapasão. Muitas vezes os cristais são feitos de folhas finas de quartzo metálico, assim como um circuito integrado, e talhados na forma desejada através de procedimentos químicos. A principal diferença, entre uma boa marcação e outra inferior, é a exatidão da freqüência inicial e a precisão com que foi feito o corte do ângulo na folha de quartzo em relação ao eixo cristalográfico. A quantidade de contaminação, que pode atravessar a cápsula e chegar à superfície do cristal dentro do relógio, interfere na precisão.

Os aparatos eletrônicos do relógio amplificam o barulho da freqüência do cristal. Isso provoca uma oscilação, o que faz com que o cristal vibre. A emissão dos osciladores a cristal do relógio é convertida em pulsos ideais para circuitos digitais.

Google ajuda a economizar energia

Escrito em 27 Março de 2009

google-ajudara-no-controle-de-energia-eletrica

Por Daniel Serrano

http://planetech.uol.com.br/?p=4605

O Google deverá divulgar em breve um software gratuito que permitirá aos usuários monitorar o consumo de energia elétrica em suas residências. Segundo a empresa é a sua colaboração para evitar o aquecimento global. Segundo Dan Richer, Diretor de “iniciativas para energia e mudanças climáticas” da empresa (sim, o Google tem uma área com esse nome) o software estará disponível em breve para usuários dos Estados Unidos, Europa e Ásia.

O programa permitirá que as pessoas controlem o consumo dos equipamentos ligados às tomadas da residência e poderão acompanhar as estatísticas através de um celular ou um PC. O Software se encarregará de avisar às pessoas quais equipamentos estão consumindo quanto. O aplicativo não poderá simplesmente ser utilizado em qualquer lugar. Haverá a necessidade de acordos do Google com os provedores de energia elétrica. O Brasil, para variar, não está nos planos da empresa. Pelo menos por enquanto. Veja um vídeo do medidor em funcionamento, nesta página.